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Cia. Paideia de Teatro propõe releitura feminina de contos populares em novo espetáculo infantil

Com quase três décadas de carreira, a cia apresenta Adivinhona, peça que acompanha uma mulher inquieta e curiosa que, não estando mais feliz no lugar onde mora, decide sair pelo mundo. A obra busca rever símbolos da cultura popular e romper narrativas pré-estabelecidas.


Crédito: Alma Rosales
Crédito: Alma Rosales

Com inspiração em contos populares da cultura brasileira, e uma história com o protagonismo e a esperteza feminina, a Cia. Paideia de Teatro estreia seu novo espetáculo infantil, Adivinhona, a partir do dia 13 de junho, sábado, às 16h. A temporada conta com apresentações até 12 de julho de 2026, sempre aos sábados, às 16h, e, aos domingos, às 11h, na Paideia Associação Cultural. A montagem tem texto e direção de Ana Luiza Junqueira e a direção musical de Margot Lohn. O elenco conta com Guilherme Felinto, João Figueiredo, Luísa Crobelatti, Rogerio Modesto e Suzana Azevedo.


A narrativa acompanha uma mulher que decide deixar o lugar onde vive e viajar pelo mundo. Na trama, a protagonista acorda e percebe que não cabe mais na casa onde mora. Levando consigo um ovo encontrado no caminho, parte em busca de um novo lugar para viver. Durante a viagem, atravessa diferentes paisagens até decidir trabalhar como adivinha. Com truques e estratégias, conquista reconhecimento popular e é chamada ao palácio do Rei, onde precisa resolver um mistério antes que o tempo se esgote.


A pesquisa partiu da premissa de que os contos populares têm papel importante na formação da identidade cultural, ao mesmo tempo em que podem perpetuar valores e símbolos ligados a narrativas hegemônicas, proposta que a companhia busca questionar. O processo de criação investigou formas imagéticas fora desses padrões narrativos.


“Os contos populares são importantes formadores da nossa identidade cultural e, por isso mesmo, também podem perpetuar injustiças históricas. Por que nos orgulhamos de personagens como João Grilo, Pedro Malasartes, João Teité, Curupira e Saci-Pererê, protagonistas espertos, audaciosos e criativos, mas não associamos mulheres a esses papéis? Condicionar o imaginário é uma forma de opressão porque impede, desde a infância, que outras possibilidades de vida sejam concebidas. Neste trabalho, buscamos revisitar símbolos da cultura popular e romper narrativas que não desejamos perpetuar”, afirma a diretora.


Luísa Crobelatti interpreta a protagonista. “Dar vida a uma personagem feminina que usa a inteligência e a sagacidade como características centrais é uma oportunidade de apresentar às crianças outras possibilidades de representação feminina. A Adivinhona desafia estruturas impostas e brinca com ideias tradicionalmente associadas ao feminino”, conta a atriz.


As músicas acompanham a história por meio das canções e dos sons presentes em cena. “Todos os elementos serviram de inspiração para as composições, desde a textura dos objetos e as projeções até as cores e os personagens que percorrem a história. Os sons remetem a diferentes lugares e gêneros musicais. Todo o processo foi desenvolvido em conjunto com a criação do espetáculo, dentro e fora do palco”, ressalta Margot Lohn, diretora musical.


A construção da mise-en-scène explora os contrastes e as atmosferas dos ambientes e personagens. Enquanto a protagonista está andando pelas ruas, ela vive com muitas pessoas diferentes e descobre o mundo. E no momento em que ela é levada para dentro do castelo, existe uma hierarquia, os móveis são grandes, mas ela é um pouco pequena diante de tudo, sempre tem um centro que é o rei de todos. O lado visual conta um viés mais monocromático com o bege e o branco no castelo. Fora deste local, a população é mais diversa, cheia de cores e sons. A cultura popular está presente com o uso de materiais como redes e tecido de chita. 


“A ideia é trabalhar a sensação dessa oposição. O que é estar em um lugar popular, onde as pessoas convivem e falam ao mesmo tempo, lugar em que não se vê uma hierarquia e existe uma multiplicidade, diferente de um espaço onde tudo está muito pré-estabelecido, as regras são fixadas, o centro é uma pessoa”, finaliza Ana Luiza Junqueira.


Crédito: Alma Rosales
Crédito: Alma Rosales

SINOPSE:

Uma mulher acorda certa manhã e percebe que cresceu demais, já não cabe em sua casinha. Acompanhada de um ovo que encontrou pelo caminho, e do qual cuida com afeto esperando o dia em que algo nascerá, decide sair pelo mundo em busca de um lugar onde seja feliz.


Passa por diferentes paisagens, até ouvir de alguém: se eu fosse adivinho, estaria nas feiras, adivinhando e ganhando muito dinheiro. Pensa: é isso! Posso ser Adivinha! Com um pouco de esforço e muita malandragem, seus truques ganham fama até chegar aos ouvidos do Rei.


Agora será levada ao palácio, onde precisará desvendar um grande mistério antes que seja tarde demais. 


FICHA TÉCNICA:

Texto e Direção: Ana Luiza Junqueira

Direção Musical e Composições: Margot Lohn

Elenco: Guilherme Felinto, João Figueiredo, Luísa Crobelatti, Rogerio Modesto e Suzana Azevedo

Arranjos e Sonoplastia: Margot Lohn e Rogerio Modesto

Canções originais: Margot Lohn

Musicistas: Margot Lohn e Rogerio Modesto

Figurino e adereços: Clau Carmo

Costureira: Salete André

Confecção de pintinho e galo: Kazumi Kimura

Iluminação: Rogerio Modesto

Assistente de iluminação: Guilherme Felinto

Projeção: Hans Marin

Cenografia: Ana Luiza Junqueira

Técnico de som: Yuri Mercante

Operação de luz e projeção: Daniel Anacleto, Pedro Ramona e Viti Machado

Assistente de produção: Raquel Cristine Souza

Arte gráfica: Giovanna Guimarães

Fotografia: Alma Rosales

Assessoria de Imprensa: Adriana Balsanelli e Renato Fernandes

Realização: Cia. Paideia de Teatro e Instituto Mahle

Agradecimentos: Aglaia Pusch, Dimas Felinto, Kelvin Tertuliano, Sandra Crobelatti, Irene Junqueira Marin, João Junqueira Marin.


Agradecemos às crianças da EMEF Carlos de Andrade Rizzini e aos jovens, crianças e professores dos Núcleos de Vivência Teatral da Paideia, que estiveram presentes no processo de montagem. 

 

SERVIÇO

Paideia Associação Cultural

Local: R. Darwin, 153. Jardim Sto Amaro/SP

Temporada: De 13 de junho a 12 de julho de 2026, sábados, às 16h, e domingos, às 11h.

Ingressos:R$40 (inteira), R$20 (meia) na bilheteria do teatro.

Indicação etária: 8+. Duração: 70 minutos.

Entrada gratuita para alunos de escolas públicas e suas famílias, crianças e jovens das Casas de Acolhimento e escolas parceiras*. *Escolas parceiras: EMEF Carlos de Andrade Rizzini, CEMEI Andaguaçu, CEI Jd. São Joaquim, EE Odete Maria de Freitas e EE Prof. Marcia Aparecida da Silva Farias Ries.

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