Jéssica Falchi lança EP Solace, primeiro registro da nova banda Falchi
- Debora Moniz Pertrini

- há 10 horas
- 4 min de leitura
Inédita Sweetchasm, Pt. 1 tem participação do guitarrista canadense Aaron Marshall, da banda de metal moderno Intervals

Solace, EP de estreia da banda Falchi, concebida pela guitarrista brasileira de renome internacional Jéssica Falchi, nasce como um exercício de composição instrumental que recusa a lógica da exibição técnica isolada. O registro articula peso, experimentação e narrativa em quatro faixas já nas plataformas digitais. A música inédita é 'Sweetchasm, Pt. 1', que tem a participação do guitarrista canadense Aaron Marshall, do Intervals.
Ouça Solace aqui: onerpm.link/Solace.
O lançamento coincide com a presença de Jéssica na NANN 2026, nos Estados Unidos, a principal vitrine global da indústria musical, onde ela participa de sessões de autógrafos e ações oficiais do evento.
Além do EP, 2026 também será o ano da Falchi nos palcos. No dia 21 de março, a banda será a atração de abertura para os suecos do Katatonia em São Paulo/SP, no Cine Joia. Garanta seu ingresso clicando aqui.
EP de estreia e Falchi, a nova banda
Formada por Jéssica Falchi (guitarra), João Pedro Castro (baixo) e Luigi Paraventi (bateria), a Falchi se apresenta como uma banda instrumental que privilegia a construção coletiva e identidade sonora própria. O produtor do EP é nome um conhecido e respeitado da música pesada nacional: Jean Patton (ex-Project46).
Em Solace, o trio desenvolve um repertório que transita entre o rock e o metal contemporâneo, incorporando elementos progressivos, variações rítmicas e mudanças de atmosfera que afastam o EP da lógica de singles independentes.
As quatro faixas do EP exploram abordagens distintas, mas compartilham uma mesma preocupação de Jéssica com forma, textura e narrativa.
A composição da guitarrista funciona como eixo central do trabalho, equilibrando precisão técnica e dinâmica emocional, com espaço para experimentação de timbres, efeitos e arranjos que ampliam o vocabulário do metal instrumental sem perder coesão.
A identidade visual do trabalho é assinada por Lauren Zatsvar, com artes que dialogam conceitualmente com a sonoridade de cada faixa.
Participação de Aaron Marshall, do Intervals
A inédita “Sweetchasm, Pt. 1”, a faixa de número 3 em Solace, concentra parte significativa desse conceito. A faixa é a mais técnica e progressiva do EP, explorando diferentes moods ao longo de sua estrutura, com tempos quebrados, mudanças de andamento, camadas de efeitos e inserções sutis de ritmos brasileiros.
A música conta ainda com a participação de Aaron Marshall, guitarrista da banda canadense Intervals, em um solo que dialoga diretamente com a proposta da composição. Considerado uma das principais referências do gênero, Marshall incorpora sua identidade ao tema sem descaracterizar a linguagem da banda, ampliando a tensão e o caráter épico da faixa.
“Sweetchasm, Pt. 1” se conecta diretamente a “Sweetchasm, Pt. 2”, lançada anteriormente, estabelecendo um diálogo estrutural entre as duas peças. O riff que abre a segunda parte foi concebido inicialmente como refrão da primeira, enquanto o início do solo da Pt. 2 reaparece na Pt. 1 sob uma nova roupagem. Juntas, as faixas funcionam como movimentos complementares, reforçando a ideia de continuidade e pensamento composicional que atravessa todo o EP.
Outras faixas de Solance
Jéssica Falchi comenta sobre as outras faixas do EP de estreia de sua nova banda:
Moonlace é a mais moderna e mais direta ao ponto, ela flerta muito mais com um público que gosta de bandas mais atuais com refrão melódico e um break pesado.
Sunflare é mais introspectiva, uma vibe mais reflexiva e contemplativa, flerta bem com músicas instrumentais de guitarristas clássicos. Praticamente, a música toda tem uma linha melódica solada, que conta uma história.
Sweetchasm, Pt. 2 é o tipo de música que o público mais esperava de Jéssica já que até o momento todos os seus trabalhos envolviam metal mais pesado. É uma música thrash metal com uma estrutura semelhante a músicas com vocal, com bastante riff e apenas um solo em um momento específico.


Falchi, a banda
Fachi é uma banda instrumental e, além da Jéssica, conta com João Pedro Castro no baixo e Luigi Paraventi na bateria. A guitarrista comenta sobre suas escolhas:
"João Pedro é uma das pessoas mais próximas e confiáveis que tenho por perto, fora que é extremamente competente. Temos um gosto musical muito parecido, o que encaixou perfeitamente no perfil do projeto. As linhas de baixo ficaram precisas, expressivas e com o protagonismo que eu gostaria que tivesse".
"Na bateria, chamei o Luigi Paraventi, que trouxe ideias impecáveis e uma dinâmica rítmica incrível, incorporando elementos brasileiros com muita naturalidade. Ele conseguiu mesclar diferentes técnicas e dar a textura exata que as músicas precisavam.
Vale mencionar o papel de Jean na produção. "O Jean produziu o trabalho e foi a primeira vez dele nesse papel, dando um significado ainda mais especial pra mim. Ele foi quem me encorajou e validou cada passo e me ajudou a transformar ideias em algo concreto".

Jéssica Falchi: biografia
Guitarrista e compositora, Jéssica Falchi começou a tocar ainda na infância, inspirada por nomes que moldaram a linguagem da guitarra instrumental, como Joe Satriani, Steve Morse, Frank Gambale e Steve Vai. Com o passar do tempo, o metal entrou em sua vida e transformou sua forma de tocar e sentir a música. Do thrash ao progressivo, ela encontrou no instrumento uma maneira de expressar o que as palavras não alcançam.
Após anos atuando em bandas cover e construindo uma presença marcante nas redes, incluindo vídeos que chamaram a atenção do próprio Metallica, Falchi ampliou sua trajetória tocando com Aquiles Priester e gravando com Elana Dara.
Com mais de 300 mil seguidores no Instagram, a guitarrista foi anunciada como integrante fixa da Crypta, banda brasileira de death metal com a qual excursionou pelo mundo: tocou nas Américas, Europa e Ásia, consolidando-se como uma das guitarristas mais reconhecidas do cenário metal contemporâneo.
Agora, Jéssica inicia um novo capítulo: sua carreira solo, marcada pela liberdade criativa e pela busca por uma sonoridade pessoal. Suas composições exploram o diálogo entre técnica e emoção, transitando por universos que vão do rock e do metal ao instrumental moderno, com influências de nomes como Intervals e Kiko Loureiro, além de referências a Iron Maiden, Metallica, Pink Floyd, Leprous e Vola.


